“Está a tratar-se com o Padre Fulconis de uma fundação em Portugal, reze e faça rezar para que, se for obra de Deus, se realize; e, se o não for, que Ele a impeça“

Paula Frassinetti

O Externato do Parque mergulha as suas raízes no longínquo ano de 1866.

Nesse ano, o Padre Francisco Xavier Fulconis, Superior da Missão Portuguesa da Companhia de Jesus, lança às Irmãs de Santa Doroteia um novo desafio: expandir a obra de Santa Doroteia, nomeadamente a visão educativa vanguardista de Paula Frassinetti, a terras lusas.

A 4 de Julho de 1866, como o fermento da parábola, um pequeno grupo de três Irmãs tomava o comboio em Génova, com destino a Portugal. Eram as fundadoras da Província Portuguesa de Santa Doroteia: Madre Giuseppina Bozano, nomeada Superiora, Madre Luigia Guelfi, também genovesa, e Sor Maria Puliti , romana.

Com a coragem e empreendedorismo característicos de Paula, nasce em Lisboa o Colégio do Quelhas e com ele a Província Portuguesa das Irmãs Doroteias. O edifício do Colégio, sito na Rua do Quelhas, nº 6 A, era vulgarmente chamado “Convento das Inglesinhas”, por ter sido convento das Agostinhas de Santa Brígida (Irlandesas).

A semente germinou e transformou-se em árvore frondosa que ia multiplicando e repartindo os seus frutos: novos colégios, escolas, obra das catequeses, visita a prisões…

Mas, em 1910, o velho vendaval da perseguição religiosa soprou rijo sobre o florescente Colégio do Quelhas.

Na madrugada de 8 de Outubro, invadido o Colégio do Quelhas, as irmãs viram-se obrigadas a abandonar a casa.  Ao fim de 44 anos de existência, terminava assim o Colégio Jesus Maria José, mais vulgarmente conhecido por Colégio do Quelhas.

A restauração da província Portuguesa iniciou-se em 1918, mas somente em 1930, renascia na capital o Colégio do Quelhas, agora com a designação de Colégio D. Estefânia, pela sua localização na rua com o mesmo nome. Com o crescimento do Colégio, o espaço começou a ser exíguo e urge procurar novas instalações.

Finalmente, em 20 de Abril de 1935, o Colégio D. Estefânia é transferido para um espaçoso edifício – Palácio do Visconde de Abrançalha – sito na Rua Artilharia Um, nas proximidades do Parque Eduardo VII, razão pela qual se tornou conhecido por Colégio do Parque.

A 5 de junho de 1950 passa a ter a designação oficial de EXTERNATO DO PARQUE.